Grayscale diz que mercado de alta segue vivo e Bitcoin pode atingir novas máximas em 2026


A Grayscale, gestora responsável por alguns dos principais ETFs de criptomoeda do mercado, acredita que o Bitcoin continue em um ciclo de alta, apesar da queda de 30% em relação ao seu topo histórico.
Como justificativa, os analistas apontam que essa é a 9ª queda relevante deste ciclo.
“A Grayscale Research não acredita que o Bitcoin esteja perto de um grande ciclo de baixa prolongado e espera que o preço possa fazer novas máximas no ano que vem”, escreveu a gestora.
O texto dá destaque para possíveis cortes na taxa de juros pelo Fed, bem como para avanços regulatórios bi-partidários, também nos EUA.
Grayscale afirma que queda do Bitcoin é uma retração que durará poucos meses
Enquanto o sentimento do mercado foi para o ‘medo extremo’ com a recente queda do Bitcoin, a Grayscale acredita que isso foi apenas uma correção normal do mercado.
“O preço do Bitcoin normalmente cai ao menos 10% três vezes por ano.”
“Do topo ao fundo, o preço caiu 32%. Isso faz com que a correção atual fique próxima da média histórica. O Bitcoin já teve quedas de pelo menos 10% cerca de 50 vezes desde 2010, e essas quedas tiveram uma retração média de 30%”, explicaram os analistas. “Desde que o preço atingiu o fundo em novembro de 2022, ele já caiu mais de 10% em nove ocasiões.”
Por outro lado, a gestora nota que o Bitcoin teve ganhos anuais entre 35 a 75% nos últimos 3 a 5 anos, uma compensação pelo risco dessas quedas pontuais.
Seguindo a análise, a Grayscale nota que essas correções tendem a durar 2 a 3 meses, ocorrendo entre 3 a 5 vezes num ano, um padrão bem diferente das “quedas cíclicas”, quando o mercado fica 2 a 3 anos em queda.
Gestora prevê novo recorde de preço para o Bitcoin em 2026
Parte dos investidores acredita que o mercado vive um ciclo de 4 anos conforme o Bitcoin teve seus picos em 2013, 2017, 2021 e agora em 2025.
No entanto, a Grayscale nota que ao contrário dos outros anos, o Bitcoin não teve uma “alta parabólica” que sugerisse exagero desta vez. Portanto, afirma que o rali pode continuar em 2026.
Os analistas citam dois eventos que podem catapultar os preços já a partir da próxima semana.
“No curto prazo, o fator decisivo será se o Federal Reserve cortará os juros na reunião de 10 de dezembro e qual sinalização dará para o próximo ano.”