Hackers da Coreia do Norte roubaram US$ 2 bilhões em criptomoedas em 2025, diz Chainalysis


Um estudo publicado pela Chainalysis nesta quinta-feira (18) revela que hackers da Coreia do Norte roubaram US$ 2 bilhões (R$ 11 bilhões) em criptomoedas em 2025, marcando um crescimento de 51% ano a ano.
Segundo a empresa de análise, a cifra está ligada a poucos casos, demonstrando uma sofisticação nos ataques.
No mês passado, por exemplo, o Google revelou que os hackers norte-coreanos estão usando sua IA, o Gemini, para criar malwares e roubar criptomoedas. Outra tática utilizada é o infiltramento desses hackers em empresas, se passando por funcionários comuns para invadir sistemas.
Chainalysis revela diferenças dos hackers da Coreia do Norte
Dados da Chainalysis revelam que os ataques dos hackers norte-coreanos possuem características diferentes de outros. A principal assimetria são os valores subtraídos.
“A República Popular Democrática da Coreia (RPDC) continua realizando ataques de valor significativamente mais alto do que outros agentes de ameaça”, destacou a Chainalysis. “Como mostra o gráfico abaixo, de 2022 a 2025, os hacks atribuídos à RPDC ocupam as faixas de maior valor, enquanto os hacks não atribuídos à RPDC apresentam distribuições mais normais em todos os tamanhos de roubo.”
“Esse padrão reforça que, quando hackers norte-coreanos atacam, eles miram grandes serviços e buscam o máximo impacto.”

Hackers da Coreia do Norte (em laranja) são mais ambiciosos que outros (em azul). Fonte: Chainalysis.
Um dos casos mais lembrados deste ano foi o ataque contra a corretora Bybit em fevereiro. Na ocasião, hackers norte-coreanos levaram R$ 8,2 bilhões em Ethereum.
Outra diferença destes hackers também é vista na parte da lavagem do dinheiro roubado.
Segundo a Chainalysis, eles preferem serviços com idioma chinês, serviços de ponte (bridge), mixers, e serviços especializados como Huione, este último já sancionado pelos EUA.
Por outro lado, outros hackers usam mais serviços de empréstimo (lending), corretoras sem KYC, corretoras centralizadas e descentralizadas.

