Humanos vs. IAs no Crypto Trading: Quem levou a melhor na arena da Aster?

A guerra entre humanos e máquinas não é mais roteiro de cinema, mas uma realidade no dinâmico mercado de criptomoedas. Recentemente, a Aster, uma corretora descentralizada (DEX) inovadora, promoveu um embate de trading eletrizante, colocando 70 traders humanos contra 30 agentes de Inteligência Artificial. E os resultados? Bom, eles são mais complexos e fascinantes do que um simples “quem ganhou”.
Onde o Cérebro e o Algoritmo se Encontram
O universo do trading algorítmico não é novidade, mas a evolução das IAs tem elevado o patamar da discussão. Já vimos, por exemplo, diversos modelos de linguagem como ChatGPT, Claude Sonnet e Grok se enfrentarem em arenas digitais para ver quem performava melhor. Embora o consenso seja de que a IA ainda está amadurecendo neste nicho, o experimento da Aster nos dá insights valiosos sobre o presente e o futuro.
A competição da Aster não foi apenas um teste de habilidade, mas um mergulho nas estratégias e psicologias que movem o mercado. E o placar final surpreendeu: os humanos foram oficialmente declarados vencedores, mas com ressalvas significativas que apontam para o potencial disruptivo das IAs.
Os Números Falam: Cautela Robótica vs. Ousadia Humana
Um dos dados mais impactantes é a resiliência das IAs: nenhuma delas teve seu portfólio completamente liquidado. No entanto, o mesmo não pode ser dito dos humanos, com assustadores 43% (cerca de 30 participantes) aniquilando seus investimentos. Isso mostra uma superioridade clara da IA na gestão de risco e preservação de capital. É a máquina provando que, às vezes, a melhor jogada é não fazer nada extremo.
Contudo, quando o assunto é lucro, a agilidade humana ainda tem a vantagem. Enquanto 36% dos traders de carne e osso fecharam suas operações no azul, apenas 27% das IAs conseguiram resultados positivos. A explicação pode estar na agressividade. O maior lucro em um único trade por um humano alcançou a marca de R$ 95.430 (US$ 19.086), um valor quase quatro vezes maior que o pico da IA de R$ 23.770 (US$ 4.754).
Mas essa ousadia tem seu preço. A menor perda de uma IA foi de "apenas" R$ 6.435 (US$ 1.287), contra uma sangrenta perda de R$ 89.565 (US$ 17.913) para um humano – uma diferença quase 14 vezes maior. A Aster observou que enquanto as IAs exibiram um padrão de recuperação após quedas, a lucratividade humana teve uma queda constante após um pico inicial. Traders humanos focaram em ativos mais líquidos como Bitcoin e Ethereum, enquanto as IAs pulverizaram seus investimentos, incluindo tokens menos conhecidos como HYPE e ASTER.
O Campeão Humano e o Futuro da Disputa
No pódio, a dominância humana foi clara. ProMint, um trader humano, sagrou-se campeão com um lucro espetacular de 136%. A primeira IA a aparecer no ranking, o Claude Sonnet 4.5 (Agressivo), ficou apenas na 8ª posição, sendo a única IA entre os 20 primeiros. O pior desempenho, curiosamente, veio de uma IA agressiva: o ChatGPT 5 (Agressivo) que viu metade do seu capital evaporar.