Inflação nos EUA Cai para 2,7%, Mas Bitcoin Ignora: O Fator 'Dados Duvidosos'

Atenção, galera da tecnologia e entusiastas de cripto! Um dado crucial acaba de sair nos EUA: a inflação de novembro, que apontou um valor de 2,7%. À primeira vista, parece uma notícia animadora, especialmente para mercados mais voláteis como o Bitcoin, que adora uma boa queda nos indicadores inflacionários. Mas, calma lá. Nem tudo que reluz é ouro, e o Bitcoin, um dos ativos mais sensíveis a essas variações, sequer piscou. Por quê? A resposta é um misto de burocracia governamental e um balde de água fria na confiabilidade dos dados.
A Inflação Americana: Números Frios, Dúvidas Quentes
O Bureau of Labor Statistics (BLS) divulgou o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) para novembro, indicando uma inflação anual de 2,7%. Isso está abaixo dos 3,1% que os economistas esperavam, o que, em tese, deveria ser um alívio para os mercados e um catalisador para ativos como o Bitcoin, muitas vezes visto como um hedge contra a inflação. Contudo, o BTC permaneceu firme na casa dos R$ 440.000 (equivalente a cerca de US$ 88.000), sem a explosão de valor que muitos esperariam.
O Efeito Cascata do Shutdown Governamental
A grande questão por trás dessa aparente indiferença do mercado está na fonte dos dados. Lembra do shutdown do governo americano? Aquele período de paralisação que foi de 1º de outubro a 12 de novembro? Pois é, ele deixou suas marcas nos relatórios econômicos. O próprio BLS admitiu que "não coletou dados de pesquisa para outubro devido a uma interrupção nas dotações orçamentárias". Isso significa que, para o relatório de novembro, eles tiveram que se virar com "fontes de dados não provenientes de pesquisas", ou seja, dados incompletos ou coletados de forma diferente do usual.
Quando um órgão oficial precisa recorrer a métodos alternativos para compilar informações tão vitais, a confiança do mercado despenca. E com razão. Como basear decisões de investimento ou políticas monetárias em números que o próprio emissor considera atípicos?
Bitcoin: Por Que a Calma na Tempestade?
Normalmente, uma inflação abaixo do esperado seria um prato cheio para o Bitcoin. A ideia é simples: se a inflação está caindo, a pressão para o Federal Reserve (o Banco Central americano) aumentar as taxas de juros diminui. Juros mais baixos tornam ativos de risco, como criptomoedas, mais atraentes. Mas, desta vez, o gigante digital sequer se mexeu. Sua estabilidade em torno dos R$ 440.000 reflete o ceticismo generalizado.
Os players do mercado sabem que, com dados tão "remendados", o Fed pode simplesmente ignorá-los ou tratá-los com extrema cautela. A ferramenta FedWatch do CME, por exemplo, mostra uma alta probabilidade (73,4%) de que o Banco Central americano mantenha as taxas de juros nos níveis atuais na reunião de janeiro, com apenas 26,6% de chances de um corte de 0,25%. Essa falta de clareza futura congela qualquer entusiasmo.