O Xeque-Mate das Stablecoins: FMI Alerta Sobre Perda de Controle dos Bancos Centrais!

O Fundo Monetário Internacional (FMI) soltou um alerta que está fazendo os economistas coçarem a cabeça e os entusiastas de cripto comemorarem (com cautela, claro). As stablecoins, moedas digitais atreladas a ativos como o dólar, têm o potencial de democratizar o acesso a serviços financeiros, mas essa benesse pode vir com um custo alto: a perda de controle para os bancos centrais sobre a política monetária de um país.
Stablecoins: O que são e por que importam?
Imagine uma criptomoeda que não vive na montanha russa de valor do Bitcoin. As stablecoins são exatamente isso: ativos digitais criados para manter um valor estável, geralmente lastreados um-para-um com moedas fiduciárias (como o dólar americano), commodities ou até mesmo outras criptomoedas. Elas combinam a agilidade e a transparência do blockchain com a previsibilidade da moeda tradicional, tornando-as um elo crucial entre o mundo crypto e as finanças do dia a dia.
Para muitos, elas representam a porta de entrada para um sistema financeiro mais inclusivo e eficiente, permitindo transferências rápidas e baratas, especialmente em regiões com moedas voláteis ou acesso limitado a bancos. O Pix, por exemplo, revolucionou as transações no Brasil, mas stablecoins oferecem uma promessa similar em escala global, sem as barreiras dos sistemas bancários tradicionais. Isso é música para os ouvidos de quem busca autonomia financeira.
O Alerta Vermelho do FMI
Segundo o FMI, essa ascensão das stablecoins, embora promissora para a inclusão financeira, levanta sérias preocupações. A entidade aponta que a proliferação e a adoção massiva desses ativos podem “restringir a capacidade dos bancos centrais de implementar políticas monetárias eficazes”.
Em termos práticos, se uma grande parcela da população começar a usar stablecoins para transações diárias e poupança, a demanda pela moeda nacional pode diminuir drasticamente. Isso impactaria diretamente a capacidade de um banco central de controlar a inflação, ajustar taxas de juros e gerenciar a oferta de dinheiro, ferramentas essenciais para a estabilidade econômica. No Brasil, o Banco Central utiliza a taxa Selic para aquecer ou esfriar a economia. Se a maioria das transações ocorrer em stablecoins (lastreadas, digamos, em dólar), a influência da Selic seria mitigada, diminuindo a eficácia da política monetária.
Riscos à Soberania e Estabilidade Financeira
A soberania monetária de um país estaria em cheque, com o poder de decisão migrando, em parte, para os emissores dessas stablecoins ou para as políticas monetárias de outras nações (se a stablecoin for lastreada em moeda estrangeira). Há também a preocupação com a estabilidade financeira: em caso de crises ou corridas bancárias, o risco de uma stablecoin perder seu lastro (como quase aconteceu com a TerraUSD em 2022) poderia gerar um efeito cascata no sistema financeiro, sem a rede de segurança de um banco central para intervir.