Pai de empresário de criptomoedas é sequestrado em plena luz do dia na França


Um homem de 53 anos foi sequestrado na França na última segunda-feira (1º) em uma pacata cidade da região do Vale do Oise. A vítima é pai de um executivo do setor de criptomoedas que vive em Dubai, nos EAU.
As investigações iniciais suspeitam que este seja o motivo do crime.
Este é o 18º ataque do tipo na França somente neste ano, sendo o país com o maior número de casos em 2025.
No entanto, o temor é global. Como exemplo, recentemente um ucraniano foi assassinado e carbonizado na Áustria após entregar suas criptomoedas para seus sequestradores.
Além da forte valorização do Bitcoin nos últimos anos, outro motivo que explica esse aumento de casos é a própria adoção das criptomoedas, aumentando o número de investidores.
Pai de empresário do setor de criptomoedas é sequestrado na França
Segundo a mídia francesa, o sequestro aconteceu em plena luz do dia, às 15h40 pelo horário local. A vítima de 53 anos foi abordada na frente de sua casa em uma pequena cidade no norte do Vale do Oise.
Os sequestradores seriam um grupo de quatro homens que vestiam roupas pretas, estavam encapuzados e usavam luvas.
As autoridades encontraram os sapatos da vítima a poucos metros do local inicial do crime, bem como seu celular em outra rua da cidade, o que facilitou sua identificação.
O sequestro aconteceu no dia 1º de dezembro e a vítima foi liberada na mesma noite após sofrer agressões, deixada nua à beira da estrada. Segundo o filho, seu pai está internado na UTI devido a edemas.
Empresário diz que família já recebeu várias ameaças, mas que a polícia francesa também está querendo conversar com ele
Em conversa com a BFM TV, o filho da vítima, um empreendedor francês de 20 anos que se mudou para Dubai, afirmou que os criminosos agiram por interesse financeiro. No entanto, também destacou que autoridades locais estão tentando fazê-lo voltar para seu país natal há um bom tempo.
“Acho que os criminosos fizeram isso apenas por ganância.”
“Várias vezes, há vários meses, muito antes destes acontecimentos, a OCLCO (Escritório Central de Luta contra o Crime Organizado) me pede para voltar à França para falar das ameaças das quais minha família e eu fomos vítimas várias vezes, ou para ir à embaixada francesa para uma audiência por videoconferência”, disse o empresário à BFM.