R$ 279 Milhões Sumiram: O Golpe do Endereço Envenenado Que Drena Criptos

Prepare-se para mais uma história que faria qualquer entusiasta de criptomoedas gelar a espinha. Em um movimento que choca pela audácia e pelo valor envolvido, um investidor viu seus R$ 279 milhões evaporarem em uma única transação, vítima do traiçoeiro golpe de 'envenenamento de endereço'. A quantia, equivalente a US$ 50 milhões, estava em USDT e, como de praxe no universo blockchain, uma vez enviada, não há volta.
O Erro Caro: Uma História de Distração e Engano
Na última sexta-feira (19), a comunidade cripto foi alertada para mais um caso de perda monumental. O golpe é simples, mas incrivelmente eficaz: os criminosos exploram a nossa dependência de atalhos e a forma como carteiras digitais exibem endereços. Eles 'envenenam' o histórico de transações da vítima, enviando uma quantia irrisória (ou até um token sem valor com o mesmo nome) para um endereço que parece o destino legítimo, mas pertence ao golpista.
O investidor, com a intenção de transferir um montante gigantesco, fez o que muitos considerariam prudente: enviou 50 USDT (cerca de R$ 270) como teste para seu próprio endereço. O problema? O golpista já havia plantado um endereço muito similar no histórico de transações. As quatro primeiras e as quatro últimas letras e números eram idênticas, criando uma ilusão quase perfeita:
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Endereço Vítima:
0xbaf4b1aF7E3B560d937DA0458514552B6495F8b5 -
Endereço Golpista:
0xBaFF2F13638C04B10F8119760B2D2aE86b08f8b5
Essa semelhança enganou a vítima que, ao copiar do histórico, pegou o endereço falso. O restante é história: os R$ 279 milhões foram para o bolso errado.
Como Funciona o Envenenamento de Endereço e Por Que Ainda Caem Nele?
Este não é um golpe novo. Casos de perdas milionárias já foram registrados, incluindo um investidor que perdeu R$ 744 milhões e, por pura sorte ou negociação, teve 90% devolvido. Outro, com R$ 365 milhões perdidos, não teve a mesma fortuna. O sucesso da tática reside em:
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Parcialidade Visual: Muitas interfaces de carteiras encurtam os endereços, mostrando apenas o início e o fim. O 'miolo' fica oculto, facilitando a confusão.
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Confiança no Histórico: Tendemos a confiar que o histórico de transações é 'seguro' e que copiar de lá é mais rápido. Os golpistas usam isso contra nós.