Vereadora do PT vota contra cobrar imposto com bitcoin por “efeito estufa”, mas projeto avança em Curitiba (PR)


O projeto de lei que autoriza Curitiba a cadastrar empresas corretoras de criptomoedas para aceitar este novo meio de pagamento para impostos e tributos municipais avançou na segunda-feira (15), na Comissão de Serviço Público na Câmara Municipal.
Proposto pelo vereador Guilherme Kilter (NOVO), o projeto de lei já havia avançado nas comissões de Constituição e Justiça, e na de Economia, Finanças e Fiscalização. Os pareceres das outras comissões garantiam que o projeto de lei não fere a legislação e não acarreta impacto orçamentário.
Na Comissão de Serviço Público, os vereadores tinham que avaliar se a matéria traz modernização e eficiência aos serviços públicos municipais. Com 3 votos favoráveis, os vereadores Leonidas Dias (Pode), Zezinho Sabará (PSD) e Rodrigo Marcial (NOVO), além do relator João Bettega (União) que também deu parecer favorável.

Vereadores de Curitiba avançam projeto de aceitar bitcoin como meio de pagamento de imposto (Informações da CMC).
Contudo, a vereadora Vanda de Assis (PT) não concordou com os colegas e votou em separado de forma contrária, alegando problemas ambientais e falta de reconhecimento pelo Banco Central do Brasil.
Desta forma, em 2026 o Plenário da Câmara deve avaliar a proposta e, se aceita, poderá tornar a capital paranaense a próxima a aceitar bitcoin como meio de pagamentos.

Projeto de lei com criptomoedas avançou em comissão de vereadores de Curitiba (Reprodução).
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Único voto contrário, a vereadora filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT) alegou que as criptomoedas não são meios de pagamentos na visão do banco central, mas ativos.