Atenção Viajantes: Petrobras Reajusta Preço do Querosene de Aviação em 3,8%!

QAV Mais Caro: Petrobras Eleva Preço do Combustível de Avião e Setor Aéreo Reage
Prepare-se para entender as turbulências no céu, mas não por conta do clima. A Petrobras anunciou um reajuste de 3,8% no preço médio do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras, valendo a partir de 1º de dezembro. Traduzindo em miúdos, isso significa um acréscimo de R$ 0,13 por litro, direto na bomba dos aeroportos. No acumulado do ano, a alta chega a 1,3%, um reajuste de R$ 0,05 por litro em comparação com o preço de dezembro do ano passado.
Por Que o QAV É Tão Crítico?
Para quem não está familiarizado, o QAV é o sangue que corre nas veias da aviação comercial. Jatos executivos, helicópteros com turbina e aeronaves militares também dependem dele. Sua escolha não é aleatória: ele é estável, seguro em grandes altitudes e, crucialmente, resistente ao congelamento – algo essencial para voos que cruzam camadas atmosféricas geladas. Por ser o principal insumo, qualquer oscilação no seu valor impacta diretamente os custos operacionais das companhias aéreas, que, invariavelmente, acabam repassando esses aumentos para o consumidor final através das passagens.
Historicamente, os reajustes do QAV pela Petrobras são feitos no início de cada mês, seguindo contratos e a dinâmica do mercado internacional de petróleo e câmbio. A estatal atua na ponta da produção e entrega do combustível às distribuidoras, que, por sua vez, cuidam de toda a logística até o abastecimento final das aeronaves. É uma cadeia complexa, onde cada elo sente o impacto dos movimentos de preço.
Um Respiro Para as Aéreas: O Fundo de Garantia às Exportações
No meio dessa notícia de alta, surge uma luz no fim do túnel para as companhias aéreas. O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (MDIC) aprovou um mecanismo que permitirá às empresas do setor financiar a compra de combustível via o Fundo de Garantia às Exportações (FGE). Com acesso a até R$ 2 bilhões em crédito, a medida visa aliviar os custos operacionais e, de quebra, apoiar a transição energética do setor. Especialmente para empresas como a Azul, que está em processo de recuperação judicial nos EUA, esse fôlego financeiro pode ser um divisor de águas.
Petrobras e o Novo Plano Estratégico
Essa movimentação no preço do QAV se encaixa no panorama maior da Petrobras. A companhia revelou seu plano estratégico para os próximos cinco anos, projetando investimentos de US$ 109 bilhões (cerca de R$ 581,4 bilhões) em Capex, um valor ligeiramente abaixo do plano anterior, que previa US$ 111 bilhões (aproximadamente R$ 592,1 bilhões). A estratégia busca preparar a gigante para um cenário de queda no preço do petróleo Brent, a referência internacional.
É um jogo de xadrez: se o preço do petróleo cai, o lucro da companhia também pode ser afetado, já que a venda do produto rende menos. No terceiro trimestre, contudo, a Petrobras registrou um lucro líquido de US$ 6,03 bilhões (cerca de R$ 32,1 bilhões), uma alta de 2,7% em relação ao ano anterior, impulsionada pelo avanço da produção no pré-sal. Isso mostra que, apesar dos desafios e das projeções de mercado, a empresa segue firme em seus resultados.