Bolsa Brasileira Afunda R$ 182 Bilhões: O 'Efeito Flávio 2026' Abalou o Ibovespa!

Mercado Financeiro em Pânico: Ibovespa Despenca com Anúncio Político
Preparem os cintos, investidores! A sexta-feira foi de tirar o fôlego (e o dinheiro) na bolsa brasileira. O Ibovespa, nosso termômetro do mercado, registrou sua maior queda diária desde fevereiro de 2021, afundando mais de 4% e evaporando impressionantes R$ 182,7 bilhões do valor de mercado total da B3. E a culpa? Um rumor político que ecoou forte nos corredores de Wall Street e Faria Lima: a possível candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência em 2026.
O 'Efeito Flávio 2026': Entenda o Terremoto
Quando a política encontra a economia, o cenário pode ficar volátil. A notícia de que Flávio Bolsonaro foi cogitado pelo pai para a corrida presidencial de 2026 não demorou a gerar ondas de incerteza. Mercados odeiam incerteza, e o brasileiro, em particular, reage com intensidade a qualquer sinal de instabilidade política. O Ibovespa, que até renovava seu topo histórico, deu um mergulho brusco, fechando em 157.369,36 pontos. Para quem acompanha o cenário, esse movimento é um lembrete vívido de como a percepção de risco político pode impactar diretamente o bolso do investidor, causando uma verdadeira 'corrida' para ativos considerados mais seguros, como o dólar, que por sua vez disparou mais de 2% no dia, fechando a R$ 5,43.
As Maiores Baixas: Bancos e Estatais na Linha de Frente
Essa avalanche de vendas atingiu em cheio os pesos-pesados da bolsa. O Itaú (ITUB4) liderou a debandada, perdendo R$ 19,1 bilhões em valor de mercado, seguido de perto pela Petrobras (PETR3; PETR4), que viu R$ 17,7 bilhões sumirem. Juntos, esses dois gigantes foram responsáveis por quase 20% de toda a perda do pregão. O setor bancário, sempre sensível a juros e incertezas econômicas, mostrou-se fragilizado, com Bradesco (BBDC4), Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11) também entre os maiores recuos. Empresas de outros setores, como Axia Energia (AXIA3) e Rede D'Or (RDOR3), também não escaparam, reforçando que o 'efeito Flávio' foi um fenômeno generalizado.
Em termos percentuais, algumas ações do Ibovespa sentiram o golpe ainda mais forte. A YDUQS ON (YDUQ3), do setor de educação, desabou 10,84%, refletindo a pressão sobre empresas sensíveis a taxas de juros em alta. A AZZAS (AZZA3) afundou 9,96%, também impactada por notícias de venda de participação por um fundo canadense. Outras quedas notáveis incluíram CYRE3 (-9,90%), MGLU3 (-9,79%) e ASAI3 (-9,69%), mostrando que o varejo e imobiliário também sofreram.
Quem se Salvou na Tempestade?
Em meio ao caos, poucos nomes conseguiram nadar contra a corrente. A defensiva WEG ON (WEGE3) subiu 2,64%, enquanto KLABIN UNIT (KLBN11) e SUZANO ON (SUZB3) avançaram 1,47% e 1,94%, respectivamente. Empresas exportadoras, como as de papel e celulose, tendem a se beneficiar de um dólar mais forte, o que explica sua resiliência neste dia tenso.