Como Karla, da Carmed, transformou redes sociais em motor de uma marca de R$ 800 mi


Por trás do fenômeno Carmed, os hidratantes labiais (lip balms) da farmacêutica Cimed, existe uma tese simples e ousada. “A história vale mais do que o produto”. A afirmação é da própria Karla Marques Felmanas, VP da Cimed e líder do ecossistema Carmed.
Hoje, a empresária é uma das vozes mais influentes da nova era do consumo digital, acumulando quase 2 milhões de seguidores no Instagram e 2 milhões no TikTok.
Apesar de existir desde 2014, os produtos Carmed viralizaram em 2023, quando foram lançados os lip balms em parceria com a empresa de doces Fini. Uma marca que, segundo Karla, já nasceu no TikTok, coleciona mais de 100 fã-clubes e que deve faturar quase R$ 800 milhões em 2025.
“Antes de pensar no produto, pensamos na história. A conversa é maior que o produto. Posso ter o melhor produto do mundo, mas se eu não souber contar isso, eu não vendo. E essa construção da história passa muito pelo público, pela verdade de quem representa aquela marca. As pessoas acabam escolhendo por conhecer a gente, sabe? Por criar essa confiança assim no produto”, diz a VP.
Segundo Karla, a Cimed mudou completamente sua lógica de inovação após entender o peso da narrativa nas redes sociais. Com isso, o planejamento da empresa passou a começar um ano antes, primeiro pela narrativa, e só depois pelo desenvolvimento.
A empresária foi a convidada desta semana no Level Up, podcast apresentado por Roberto Indech, head de relações institucionais de renda variável da XP.
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O poder das redes
A exposição de Karla nas redes sociais começou de forma inesperada, quando ela foi listada pela Forbes como uma das mulheres de sucesso em 2021. Hoje, a empresária já soma quase 2 milhões no Instagram, 2 milhões no TikTok e quase 1 milhão no YouTube.
“Quando eu saí na Forbes, uma amiga me disse: ‘Você vai inspirar mulheres. Abra sua rede”, lembra.
O público respondeu rapidamente. Hoje, ela se tornou a principal porta-voz do branding da Cimed e da Carmed, mostrando bastidores, cultura e fábrica. Algo pouco comum no setor farmacêutico. “As pessoas compram produto de pessoas. Mostro fábrica, bastidores. Isso gera confiança. A gente entende que grande parte do nosso crescimento, de faturamento, vem de novas produtos que a gente coloca no mercado e da nossa atuação forte no digital”.