Congresso amplia projeção de receita em 2026 e corta despesas do governo Lula


O Congresso Nacional aumentou a estimativa de arrecadação e cortou despesas do governo Lula no Orçamento de 2026 para aumentar o valor das emendas parlamentares e do fundo eleitoral no próximo ano, período de eleições.
As emendas devem somar R$ 52 bilhões no ano que vem. O fundo eleitoral, por sua vez, deve ter R$ 4,96 bilhões para financiar as campanhas presidenciais, dos governadores e dos próprios parlamentares. Os parlamentares ainda negociam um calendário de pagamento das emendas antes das eleições.
Leia também

Líder da oposição na Câmara pede que Motta paute PECs contra STF
Deputado Zucco (PL-SP) anunciou apoio a uma PEC da “segurança jurídica do impeachment”, em reação à decisão do ministro do STF Gilmar Mendes

TCU permite que governo Lula mire piso da meta fiscal após autorização do Congresso
Corte decidiu que Executivo pode mirar piso do alvo fiscal; ministros alertam para risco legal antes da alteração
Primeiro, o Congresso aumentou a estimativa de arrecadação federal em R$ 12,3 bilhões no ano que vem, criando um colchão para aumento de despesas. O relatório da receita do Orçamento, apresentado pela senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), foi aprovado nesta quarta-feira, 3, na Comissão Mista de Orçamento (CMO).
Na prática, o aumento viabiliza o espaço extra no limite de gastos do arcabouço fiscal aprovado na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios. A PEC aumentou o teto de despesas, mas ele só poderá ser usado com receitas suficientes.
Em seguida, o relator-geral do Orçamento, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), apresentou o parecer preliminar da parte da despesa e carimbou para onde vai o dinheiro: emendas parlamentares e fundo eleitoral.
Além da arrecadação, o parlamentar cortou R$ 1,9 bilhão em despesas do governo Lula, incluindo ministérios e Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para turbinar os recursos de interesses do Congresso.
O governo enviou o Orçamento com uma reserva de R$ 40 bilhões para emendas, mas o Congresso colocou mais R$ 12 bilhões, destinados às emendas de comissão, herdeiras do orçamento secreto, esquema revelado pelo Estadão, que não estavam na proposta do Executivo.