Dólar Inabalável? Campos Neto Reforça a Hegemonia dos EUA, Apostando nas Criptos e Inovação!

No cenário econômico global, sempre rola um debate fervoroso sobre o futuro do dólar e a posição dos Estados Unidos. Será que a potência está em decadência e a moeda americana perdendo terreno? Quem crava que não é o Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, que em um evento recente em São Paulo, defendeu a resiliência tanto dos EUA quanto do verdinho no mercado internacional. E o mais interessante: ele aponta o universo cripto como um aliado inesperado dessa força.
O Dólar: Um Gigante Inabalável na Era Digital?
Campos Neto foi categórico: não há evidência de que os EUA estejam em decadência ou que o dólar esteja perdendo sua relevância. Pelo contrário, a hegemonia monetária e a capacidade de inovação dos americanos permanecem firmes. E aqui entra o ponto crucial para o nosso público gamer e tech: a ascensão das stablecoins. Para quem ainda não está por dentro, stablecoins são criptomoedas criadas para manter um valor estável, geralmente atrelado a uma moeda fiduciária como o dólar. Elas funcionam como uma ponte entre o volátil mundo cripto e as finanças tradicionais.
Segundo Campos Neto, esse segmento está explodindo, com um crescimento de impressionantes 300% ao ano. E a cereja do bolo? Quase 99% das stablecoins são lastreadas em dólar. Isso não apenas reforça a demanda pela moeda, mas também cria um "efeito colateral positivo" para a economia americana, gerando uma demanda cativa por títulos da dívida dos EUA. É a digitalização das finanças, indiretamente, fortalecendo o sistema tradicional.
EUA: O Polo Global da Inovação e Produtividade
Além da revolução das stablecoins, a atratividade dos EUA como centro de capital intelectual e financeiro é inegável. O país capta 93% de todo o investimento global em inovação e tecnologia. Isso mostra que, para quem busca desenvolver e escalar projetos disruptivos, o Vale do Silício e outras regiões americanas continuam sendo o palco principal. Não há, nas palavras de Campos Neto, um "movimento de decadência" nesse front.
Essa capacidade de inovar e atrair capital é um dos motores da produtividade. O ex-BC observou que, com a exceção dos EUA, o resto do mundo enfrenta sérios desafios de produtividade, um legado da pandemia. A escolha de muitos governos de taxar capital em vez de mão de obra acabou desestimulando a produção e o crescimento, resultando em menor crescimento e menor produtividade global. Os EUA, com sua cultura de inovação e atração de talentos, conseguem se destacar positivamente nesse cenário complicado.
O Legado Pesado da Pandemia e a Dívida Mundial
A pandemia mudou o jogo. Antes dela, a preocupação era deflação e baixo crescimento. Após o gasto público massivo e coordenado para evitar uma depressão, o cenário se inverteu: agora temos juros altos e endividamento crescente. Campos Neto destacou que Japão, Europa e EUA detêm dois terços da dívida global, e o custo dessa dívida saltou de 0,8% para 3,1%. Embora não seja um problema "mortal", as "rachaduras nas curvas longas de juros" sinalizam um risco maior a longo prazo para a economia global.