Exxon em Manobra Gigante no Iraque: De Olho em Campo Estratégico da Lukoil!

Exxon Mobil está de olho grande no Iraque, novamente! A gigante americana teria entrado em contato com o Ministério do Petróleo iraquiano manifestando interesse na aquisição da participação majoritária da russa Lukoil no campo de West Qurna 2. Essa jogada, se concretizada, marca um retorno massivo da Exxon ao país e reflete o rearranjo de forças no tabuleiro global de energia, com a Rússia sob sanções buscando vender seus ativos internacionais.
A Lukoil está sob pressão. Com as sanções impostas pelos EUA, a empresa tem buscado desinvestir em suas operações fora da Rússia. O Departamento do Tesouro americano, inclusive, estabeleceu 13 de dezembro como prazo para potenciais compradores negociarem com a Lukoil, embora acordos específicos ainda precisem de aprovação. Não é de hoje que a Exxon, junto com a Chevron, tem sondado os ativos da Lukoil, e o campo iraquiano de West Qurna 2 é, sem dúvida, a joia da coroa.
West Qurna 2: Um Gigante do Petróleo
E que coroa! West Qurna 2 é um dos maiores campos petrolíferos do mundo, com uma capacidade de produção impressionante de cerca de 470 mil barris por dia. Isso representa aproximadamente 0,5% da oferta mundial de petróleo e nada menos que 9% da produção total do Iraque, o segundo maior produtor da OPEP, atrás apenas da Arábia Saudita. A Lukoil detém uma participação operacional de 75% nesse gigante. Imagine o valor estratégico e financeiro dessa fatia. Para dar uma ideia, a Exxon avaliou sua participação de 32,7% no campo vizinho, West Qurna 1, em cerca de US$ 350 milhões, o que hoje, numa cotação conservadora de R$ 5,00 por dólar, daria algo em torno de R$ 1,75 bilhão. É uma bolada que certamente despertaria o apetite de qualquer gigante do setor!
O Retorno da Exxon e a Preferência do Iraque
A reviravolta é interessante porque a Exxon havia se retirado do projeto vizinho West Qurna 1 no ano passado, onde sua participação produzia cerca de 550 mil barris diários. No entanto, o cenário mudou. O Iraque agora busca acelerar a produção de petróleo e gás, oferecendo condições mais favoráveis, o que tem atraído de volta as grandes empresas ocidentais, como Chevron, BP e TotalEnergies. A própria Exxon já havia sinalizado seu retorno ao assinar um acordo não vinculativo em outubro para ajudar o Iraque a desenvolver o campo de Majnoon e expandir suas exportações.
E o Iraque parece ter uma preferência clara. Fontes de alto escalão do setor petrolífero iraquiano afirmaram que “a Exxon é a nossa opção preferida para substituir a Lukoil. A empresa tem a capacidade e a experiência necessárias para gerir um campo tão grande e complexo como o de West Qurna 2”. O Ministério do Petróleo iraquiano confirmou que convidou várias empresas americanas para discutir a aquisição, visando uma licitação competitiva.
Essa movimentação não é apenas uma transação comercial; é um termômetro das complexas relações geopolíticas e econômicas. Com a Lukoil forçada a vender e o Iraque buscando estabilidade e crescimento na produção, a Exxon emerge como um player-chave em um dos mercados de energia mais importantes do planeta. É um xeque-mate que pode redefinir o mapa do petróleo e, claro, impactar indiretas que sentiremos por aqui também.