IR em alta, imposto na importação em baixa: O que a pesquisa AtlasIntel diz sobre o bolso do tech/gamer brasileiro

A cada nova pesquisa de opinião, o Brasil expõe suas prioridades, e os números recentes da AtlasIntel, divulgados nesta semana, não deixam margem para dúvidas: o brasileiro adora um alívio fiscal e torce o nariz para qualquer aumento de imposto. Para nós, aqui do Pixelando, que respiramos tecnologia e games, essa dinâmica tem um peso gigantesco no bolso e na escolha de consumo.
O Respiro do Imposto de Renda: Um Golaço para o Consumidor
A estrela da pesquisa, com aprovação esmagadora de 81%, foi a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais. Pense bem: essa grana a mais no final do mês não é pouca coisa. Para muitos entusiastas de tecnologia e gamers, essa diferença pode significar o upgrade daquela peça do PC, a compra de um jogo aguardado na pré-venda, a assinatura de um serviço de streaming extra ou até mesmo a poupança para um console de próxima geração. É um fôlego financeiro que impacta diretamente o poder de compra e, consequentemente, o mercado de tecnologia e entretenimento.
A “Taxa das Blusinhas” e o IOF: Vilões do Consumo Digital
No outro lado da moeda, as medidas que encarecem o consumo sofreram críticas severas. A famosa “taxa das blusinhas” – o imposto sobre compras internacionais de até US$ 50 (aproximadamente R$ 260 na cotação atual) – foi reprovada por 65% dos entrevistados. Essa é uma paulada direto na galera que curte importar um periférico bacana, um gadget exclusivo ou até mesmo jogos e acessórios mais em conta de plataformas como AliExpress, Shopee e afins. Convenhamos, quem nunca garimpou uma pechincha lá fora? Com essa taxa, a sensação de “estar pagando a mais” é real e justificada.
Para completar o pacote de insatisfação, o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) foi o segundo maior erro apontado, com 58% de reprovação. O IOF incide em diversas transações financeiras, incluindo aquelas com cartão de crédito internacional, tão comuns para quem assina serviços como Game Pass, PlayStation Plus, Netflix, ou realiza compras em lojas digitais estrangeiras. É mais um custo oculto que erode o poder de compra e faz a gente pensar duas vezes antes de passar o cartão.
Além dos Impostos: O Painel Completo
Embora a questão fiscal domine as críticas e elogios, a pesquisa da AtlasIntel também apontou outros destaques. Programas sociais como a Farmácia Popular (86% de aprovação) e o Minha Casa, Minha Vida (74%) continuam sendo pontos fortes. Por outro lado, a rejeição à ideia de fiscalização de Pix acima de R$ 5 mil (uma fake news, vale frisar) e a decisão de manter empresas públicas como os Correios fora da lista de privatizações também geraram descontentamento.
Em suma, o que a pesquisa nos mostra é um público cada vez mais atento ao que entra e sai do seu bolso. Medidas que aliviam o fardo financeiro são aplaudidas, enquanto qualquer custo adicional, especialmente em compras e transações que já fazem parte do dia a dia digital, é motivo de bronca. Para o mercado tech e gamer, essa é uma lição clara: o consumidor brasileiro está sempre de olho nas taxas que podem atrapalhar seu próximo upgrade ou a aquisição daquele título imperdível.