JPMorgan Alerta: Agro Brasileiro em Modo Cautela! O Que Investidores Tech Devem Observar?

JPMorgan Liga o Sinal Amarelo no Agronegócio Brasileiro: O Que Há de Novo?
No palco agitado do mercado financeiro, as análises de gigantes como o JPMorgan reverberam por todos os lados. Desta vez, o foco está no coração pulsante da economia brasileira: o agronegócio. E a notícia não é das mais animadoras para algumas empresas do setor, com o banco adotando uma postura bem mais cautelosa para 2026, rebaixando players importantes e mantendo uma visão neutra para outros.
Sim, o JPMorgan está de olho e rebaixou a São Martinho (SMTO3) de 'overweight' (uma espécie de 'compra forte') para 'neutra'. A Adecoagro, por sua vez, foi de não coberta para 'underweight' ('venda'), após um período de restrição. Já a SLC Agrícola (SLCE3) segue com recomendação 'neutra'. O mercado reagiu instantaneamente: as ações da São Martinho viram uma queda de 3,94%, cotadas a R$ 13,40, enquanto a SLC surpreendeu com uma leve alta de 0,12%, chegando a R$ 16,56.
Por Trás da Cautela: O Cenário 2026 e o Boom do Etanol de Milho
Qual o motivo de tanta precaução? Os analistas do JPMorgan não enxergam 'catalisadores claros' para uma alta de preços na próxima safra de 2026. O papo é de oferta excessiva em vários mercados e, para completar, sem grandes eventos climáticos no radar que pudessem apertar o balanço global de commodities. Isso é crucial, pois quando a oferta domina, os preços sentem o baque.
A grande sacada é a pressão no mercado de açúcar e etanol. O Brasil está vendo uma forte entrada de nova oferta de etanol de milho, um movimento que tende a jogar os preços para baixo, descolando da paridade histórica com a gasolina. Além disso, as empresas do setor estão com planos robustos de investimentos (Capex), o que, para 2026, significa 'queima de caixa', aumento da alavancagem e, claro, um risco maior para o balanço.
São Martinho: Vento Contra no Setor Canavieiro
Para a São Martinho, o JPMorgan aponta ventos contrários cada vez mais intensos. A rápida expansão do etanol de milho no Brasil e a fraqueza do mercado de açúcar são fatores determinantes. Mesmo com diversificação de receitas e eficiência operacional, as ações da empresa seguem 'casadas' com o comportamento do açúcar e do etanol. A expectativa é que a geração de caixa e os dividendos permaneçam limitados até que os projetos de expansão estejam maduros. O banco manteve o preço-alvo em R$ 17.
SLC Agrícola: A Resiliência na Diversificação, Mas a Espera Continua
Por que a SLC Agrícola é a 'preferida' entre as neutras? Simples: a estabilidade das perspectivas para a soja, comparada ao açúcar. O JPMorgan projeta preços de US$ 8,8/bushel para a soja da SLC em 2026, R$ 47/saca para o milho e US$ 0,70/libra-peso para o algodão – valores abaixo das estimativas anteriores, mas ainda assim, a diversificação das culturas (com destaque para algodão e milho) dá à SLC uma resiliência notável. Sem sinais mais fortes de recuperação das commodities, no entanto, o ponto de entrada não é considerado 'atraente' ainda. O preço-alvo foi ajustado de R$ 22 para R$ 19.