Oracle Faz o Mercado Tech Suar Frio e Ofusca Até o Fed!

Na manhã desta quinta-feira, o clima no mercado de tecnologia em Nova York ficou mais tenso que final de campeonato de e-sports. Os índices futuros dos EUA, que geralmente dão uma prévia do humor do pregão, recuaram significativamente. E o culpado? Ninguém menos que a gigante do software Oracle, cujos resultados recentes reacenderam temores sobre o setor tech, mesmo com o Federal Reserve (Fed) tendo cortado os juros na sessão anterior. Parece que, às vezes, nem o poderoso Fed consegue acalmar os ânimos quando a tecnologia pisa na bola.
Oracle: A Quebra de Expectativa no After-Market
A bomba veio no after-market, quando as ações da Oracle despencaram mais de 10%. O motivo? A receita trimestral da empresa ficou abaixo das expectativas de Wall Street. Para quem acompanha o setor, a Oracle tem feito movimentos agressivos na nuvem e, mais recentemente, investido pesado em infraestrutura para inteligência artificial. Essa queda acentuada alimentou um debate crucial: qual a velocidade real do retorno sobre os investimentos bilionários em IA que tantas empresas de tecnologia têm feito? Será que o hype está sendo mais rápido que a entrega de resultados concretos?
O Fed Tentou, Mas o Mercado Tech Não Colaborou
Curiosamente, um dia antes, o mercado havia recebido uma notícia geralmente positiva: o Fed cortou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para o intervalo de 3,5% a 3,75%. Foi a terceira redução no ano, e a sinalização de que não haveria aumento animou os investidores por um breve período. A lógica é que juros mais baixos barateiam o crédito e estimulam o investimento e o consumo, beneficiando empresas, especialmente as de crescimento como as techs. O presidente do Fed, Jerome Powell, até afirmou que a instituição estava "bem posicionada para esperar e observar a evolução da economia". Contudo, o receio em relação aos resultados da Oracle mostrou que, no universo tech, os balanços corporativos podem pesar mais que as decisões macroeconômicas.
Repercussões Além das Fronteiras Americanas
Essa nuvem de incerteza pairou não só sobre os EUA. Os mercados da Ásia-Pacífico, por exemplo, reverteram ganhos iniciais e fecharam em baixa. Na Europa, a situação não foi muito diferente, com os investidores digerindo os comentários do Fed, mas também o sinal de alerta vindo do setor de tecnologia americano. É a prova de que, no mundo globalizado, uma empresa como a Oracle pode sim ditar o tom para players ao redor do planeta.
De Commodities a Cripto: O Efeito Dominó
E não foi só o mercado de ações que sentiu o baque. Os preços do petróleo operaram em baixa, após os EUA apreenderem um petroleiro venezuelano sujeito a sanções, o que gerou preocupações com a oferta. O barril de WTI chegou a ser negociado a cerca de R$ 289,40, enquanto o Brent ficou próximo de R$ 308,00. Já o minério de ferro na China recuou, pressionado pela demanda chinesa e pela queda no consumo de aço, fechando em torno de 757 iuanes (equivalente a uns R$ 535,75). E o Bitcoin, sempre um termômetro da aversão ao risco, também amargou uma queda de 3,47%, cotado a aproximadamente R$ 450.330,00.