Orçamento 2026: Haddad Bota a Cara para Bater, Defende Credibilidade e Ataca Fake News de Pix e 'Taxa das Blusinhas'

O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não se esquivou do bate-papo sobre o Orçamento de 2026. Em um tom direto, ele garantiu que, apesar dos desafios no horizonte, a proposta é totalmente "crível" e que a equipe econômica está empenhada em "reconstruir a trajetória de equilíbrio das contas" do Brasil. Para a galera do Pixelando, que tá sempre de olho nas finanças que afetam nosso dia a dia e o mercado tech, as declarações do ministro merecem atenção.
A Saga do Equilíbrio Fiscal e os Perrengues do Congresso
Haddad fez questão de frisar que a peça orçamentária para 2026 não tem nada de incoerente. Pelo contrário, segundo ele, é um reflexo do esforço para arrumar a casa. A meta de déficit zero para 2024, por exemplo, foi cumprida, um ponto que o ministro usou para reforçar a seriedade da gestão fiscal. Contudo, ele admitiu que a ingenuidade passa longe da equipe econômica ao considerar projetos ainda não aprovados pelo Congresso. "Quando tem que fazer um esforço fiscal, é impossível mandar a peça orçamentária sem as medidas necessárias para dar respaldo a ela", explicou, mostrando que a jogada é transparente e necessária para fechar a conta.
As possíveis medidas para 2026, como ajustes no Imposto de Importação (II) e IOF sobre IPI, além de decisões pendentes do STF, são cartas na manga que podem gerar uma "quantia razoável" e ajudar a compor o cenário. Para o gamer e o entusiasta de tecnologia, esses impostos podem, sim, impactar o preço de importados – de placas de vídeo a acessórios –, então é bom ficar de olho!
O Desabafo Contra as Fake News: Pix e a Polêmica das 'Blusinhas'
Mas o ponto alto da conversa, e que certamente ressoa com a nossa audiência, foi o desabafo de Haddad sobre as "fake news" que, segundo ele, a pasta da Fazenda tem sofrido nos últimos tempos. Ele citou dois casos emblemáticos: a "taxa das blusinhas" e a suposta tributação do Pix.
Sobre a "taxa das blusinhas" (o famigerado imposto sobre compras internacionais), o ministro jogou a real: o ICMS cobrado é dos Estados, não uma invenção da Fazenda. Ele criticou a desinformação, apontando que governadores de todos os espectros políticos reconhecem o impacto das compras internacionais no varejo nacional. Ou seja, a discussão é mais complexa do que parece, e atinge diretamente quem compra aquele gadget ou jogo bacana lá de fora.
Já o burburinho sobre o Pix ser taxado foi classificado como "brutal" pelo ministro. Ele reiterou que a Fazenda nunca propôs taxar o sistema de pagamentos instantâneos que já se tornou parte do nosso DNA digital. É um lembrete crucial para nós, usuários da tecnologia, de como a desinformação pode criar pânico e desestabilizar o cenário, especialmente em pautas que envolvem nosso dinheiro e hábitos de consumo.