R$ 56 Milhões Sumidos: Operação Chacoalha Maranhão e Prende Cúpula Política em Megacheme de Corrupção

Operação Tântalo II já soa como nome de game, né? Mas a realidade aqui é bem mais amarga. O Maranhão se tornou palco de um escândalo que faria qualquer chefe de fase tremer: R$ 56 milhões em desvios, com políticos e empresários envolvidos até a medula.
Maranhão Vira Cenário de Operação Milionária Contra Corrupção
A coisa pegou fogo em Turilândia, no Maranhão, onde a Justiça e o Ministério Público (Gaeco) detonaram a Operação Tântalo II. O alvo? Um esquema de corrupção que, entre 2021 e 2025, transformou verba pública em lucro privado. O prefeito Paulo Curió (União Brasil) e a vice-prefeita Tânia Mendes foram parar atrás das grades. E a lista de investigados não para por aí: empresários, servidores e até vereadores estão na mira.
Pensa em um plot twist macabro: os recursos, que deveriam ir para áreas cruciais como Saúde e Assistência Social, simplesmente evaporavam. O MP-MA estima que mais de R$ 56 milhões foram desviados através de contratos fraudulentos e empresas de fachada. É a velha receita de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção e lavagem de dinheiro, mas com um toque de "criatividade" para esconder o rastro.
O Chefe do Esquema e seus Minions Digitais
No centro dessa teia, o prefeito Paulo Curió era, segundo a investigação, o grande "boss". Como ordenador de despesas, ele teria sido o maestro, direcionando licitações e liberando pagamentos sem a mínima prova de que os serviços eram de fato prestados. Ou seja, o dinheiro saía dos cofres e ia direto para os bolsos da turma.
A estratégia? A famosa "venda de notas fiscais". Empresas contratadas emitiam notas por serviços inexistentes e devolviam boa parte da grana para o núcleo político. Imagina a audácia! A vice-prefeita, Tânia Karla Cardoso Mendes Mendonça, não ficava para trás, ligada a empresas do esquema e participando da movimentação dos valores para dar aquela "lavada" e parecer tudo legal.
Empresas Fantasma e o "Imposto" Interno
Entre as figuras-chave, Janaina Soares Lima, ex-vice-prefeita, merece um destaque. Ela controlava o Posto Turi, que, pasmem, abocanhou R$ 17,2 milhões em contratos com a prefeitura. Em diálogos interceptados, Janaina e o marido, Marlon Zerrão, tratavam a retenção de 10% dos valores dos contratos como um "imposto" para pagar a faculdade de medicina dela. Os 90% restantes? Direto para o prefeito ou seus indicados.
E não foi só o Posto Turi. Uma constelação de empresas como Luminer Serviços, Climatech Refrigeração, SP Freitas Júnior, JEC Empreendimentos e Potencial Empreendimentos foram usadas para o mesmo propósito: emitir notas frias e alimentar o esquema. A tecnologia, aqui, foi usada não para inovar, mas para simular e disfarçar, deixando rastros digitais que o Gaeco soube seguir.