Salários de gerentes, militares e intelectuais são mais que o dobro da média nacional


A média salarial de todas as pessoas ocupadas no Brasil em 2024 foi de R$ 3,208 mil, mas alguns cargos e funções hierarquicamente superiores ou que exigem um grau de instrução mais elevado mais do dobraram esse valor no ano passado. O dado está na Síntese de Indicadores Sociais que o IBGE divulgou nesta quarta-feira (3)
O instituto desagregou esse dado de rendimento em 10 grandes grupos ocupacionais e constatou que diretores e gerentes receberam, em média, R$ 8,721 mil mensais no ano passado, seguidos por membros das Forças Armadas, policiais e bombeiros militares (R$ 6,749 mil), e profissionais das ciências e intelectuais (R$ 6,558 mil).
Já o grupo técnicos e profissionais de nível médio apresentou um resultado (R$ 4,148 mil — em torno de 29,3% acima da média nacional.

Fonte: IBGE
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Outros cinco grupos tiveram rendimentos médios similares, mas sempre abaixo da média nacional: operadores de instalações e máquinas e montadoras (R$ 2,657 mil); trabalhadores de apoio administrativo (R$ 2,457 mil); trabalhadores dos serviços, vendedores do comércio e dos mercados (R$ 2,393 mil); trabalhadores qualificados, operários e artesãos da construção, das artes mecânicas e outros ofícios (R$ 2,371 mil); e trabalhadores qualificados da agropecuária, florestais, da caça e da pesca (R$ 2,250 mil).
Por fim, o grupo “ocupações elementares” registrou o rendimento mais baixo entre os grandes grupos ocupacionais (R$ 1,454 mil), o que representou menos da metade da média nacional.
Desigualdade por sexo, cor e raça
Assim como em outros estudos do IBGE, ficou escancarada a desigualdade salarial por cor, raça e gênero. Pessoas de cor ou raça branca obtiveram um rendimento habitual maior que as de cor ou raça preta ou parda em todos os grupos ocupacionais.
Na média, no Brasil, o rendimento das pessoas de cor ou raça preta ou parda representou 60,3% do rendimento das de cor ou raça branca. O grupo ocupacional de trabalhadores qualificados da agropecuária, florestais, da caça e da pesca, na qual as pessoas de cor ou raça preta ou parda receberam 49,1% do rendimento das pessoas de cor ou raça branca, registrou a proporção mais distante.
