Análise: Bioframe Outpost faz a diversão depender da sobrevivência em um mundo hostil


Freeman acorda em um planeta alienígena. Sem saber quem é, ele se vê cercado por plantas, animais e máquinas de segurança que, em sua maioria, são hostis. Para piorar, uma infecção está se espalhando e já levou à queda da colônia humana que havia ali. A única opção é seguir a voz suspeita que o guia pelo comunicador e coletar dados que levarão à cura e, com sorte, à sobrevivência.
Bioframe Outpost é, afinal, um jogo de sobrevivência em um esqueleto de metroidvania. Com quase nenhum meio de combate direto, Freeman e a pessoa que joga terão que lançar mão de ferramentas, amostras orgânicas e conhecimento se quiserem chegar até o fim da aventura.
É uma abordagem única no gênero metroidvania e, por si só, já vale a experiência aos curiosos e pacientes. Em contrapartida, boas ideias dependem de boa execução, e é nisso que o jogo escorrega, tornando-se trabalhoso e confuso em vários momentos, de uma maneira que restringe o senso de fluidez da aventura.

Bem-vindo à selva (alienígena)
É claro que trabalho e confusão são coerentes com a proposta de sobreviver em um planeta onde até as plantas querem nos ver mortos. De certa forma, esses possíveis problemas não atrapalham o andamento da gameplay, mas podem ser empecilhos à diversão.
O lado trabalhoso está na própria dinâmica da gameplay: nosso protagonista tem em sua posse uma câmera fotográfica de pesquisa, que, além de servir para atordoar ameaças, deve ser usada para escanear robôs, animais, plantas e ninhos pelo seu caminho.

Essas criaturas têm interações entre si e apresentam estados diferentes para escanearmos e obtermos mais informações a seu respeito. Um bicho pode estar se alimentando, atacando, fugindo ou infectado, por exemplo. Então, é preciso tentar encontrá-los sob essas circunstâncias específicas para continuar a pesquisa.






