Stranger Things S5: Gamers Raiz Flagram Gafe de NES com Ghosts 'n Goblins!

Stranger Things é uma ode aos anos 80, uma série que conquistou o coração de milhões de fãs justamente pela sua atenção obsessiva aos detalhes da década. Cada figurino, cada objeto de cena, cada referência cultural é cuidadosamente escolhida para transportar o espectador de volta no tempo. Contudo, parece que nem mesmo a superprodução da Netflix está imune a pequenos tropeços, especialmente quando os olhos mais aguçados do público gamer estão de prontidão. Na tão aguardada quinta e última temporada, um detalhe em uma cena que mostra Derek jogando um videogame retrô já está rendendo burburinho: será que a equipe cometeu uma gafe clássica com o Nintendo Entertainment System (NES) e o lendário Ghosts 'n Goblins?
O Olhar Afiado dos Fãs de Retrô
A internet é um lugar sem perdão para deslizes de continuidade, e os fãs de videogames retrô são verdadeiros detetives. A imagem em questão mostra o personagem Derek supostamente imerso em uma sessão de Ghosts 'n Goblins em um console NES. Para a maioria, isso passaria despercebido. Afinal, é um game dos anos 80, jogado em um console icônico da época. Perfeito, certo? Nem tanto. Os aficionados por clássicos notaram um detalhe crucial que sugere um possível equívoco na ambientação, levantando a questão: estariam eles jogando uma versão arcade em um NES?
A Gafe em Detalhe: Arcade x NES
Ghosts 'n Goblins, desenvolvido pela Capcom, é um título que dispensa apresentações para quem viveu a era de ouro dos arcades e consoles. Lançado inicialmente nos fliperamas em 1985, o jogo se tornou sinônimo de dificuldade insana e jogabilidade viciante. Sua versão para o NES chegou ao mercado norte-americano em 1986, um ano depois. A questão que intriga os fãs é que as versões de arcade e NES, embora compartilhem o mesmo universo e conceito, são visualmente e tecnicamente distintas. As máquinas de arcade da época ostentavam gráficos e sons que os consoles domésticos, como o NES, simplesmente não conseguiam replicar com fidelidade total.
Se a cena retratar os visuais ou a experiência da versão arcade sendo executada em um NES, teríamos um erro flagrante. O NES, por mais revolucionário que fosse, tinha suas limitações de hardware. A conversão para o console exigia simplificações gráficas e sonoras para rodar sem problemas. Portanto, se Derek está diante de uma tela que remete mais à glória dos fliperamas do que aos pixels e sprites do NES, temos um belo anacronismo visual.
Por Que Essa Precisão Importa?
Para o público geral, isso pode parecer um preciosismo bobo. Mas para os gamers e para os aficionados por Stranger Things, que tanto valorizam a imersão da série na cultura dos anos 80, esses detalhes fazem toda a diferença. É o tipo de coisa que quebra momentaneamente a suspensão de descrença e lembra que estamos vendo uma ficção. É um atestado do quão profunda é a conexão entre a série e sua audiência, que busca em cada frame uma autenticidade que poucos produtos culturais conseguem entregar.